Vender um imóvel que ainda está financiado é uma prática comum, mas que exige atenção a alguns detalhes importantes.
Muita gente acha que só é possível negociar depois de quitar a dívida, mas não é bem assim.
O processo pode ser feito legalmente e com segurança, desde que respeitadas as exigências do banco e o contrato atual.
Neste artigo, você vai entender como funciona a venda de um imóvel financiado, quais as opções disponíveis para quem quer repassar esse bem e o que deve ser considerado para evitar problemas futuros.
Entenda a situação do imóvel junto ao banco
Antes de mais nada, o primeiro passo é consultar o banco que concedeu o financiamento para entender quanto ainda falta quitar e se há cláusulas que impedem ou dificultam a venda.
O imóvel financiado geralmente está alienado, ou seja, serve como garantia da dívida.
Por isso, o banco precisa autorizar qualquer movimentação.
É possível solicitar um demonstrativo atualizado do saldo devedor, bem como simular as condições para quitação antecipada ou transferência do financiamento.
Esse levantamento inicial ajuda a definir qual estratégia será adotada na negociação com o futuro comprador.
Escolha o tipo de venda mais viável
Existem basicamente três caminhos para quem deseja vender um imóvel financiado.
O primeiro é a quitação antecipada, onde o vendedor paga o valor restante com recursos próprios ou com a ajuda do comprador.
O segundo é a transferência do financiamento, quando o comprador assume o saldo devedor e passa a pagar o banco.
A terceira opção envolve um novo financiamento por parte do comprador, com a quitação da dívida anterior sendo feita com o valor liberado pelo novo contrato.
Todas essas opções são válidas, mas a escolha depende do perfil financeiro do comprador, da política do banco e do valor de mercado do imóvel.
Em qualquer um dos casos, é essencial ter clareza sobre as parcelas em aberto e a situação da matrícula no cartório.
Avalie o valor de mercado do imóvel
Antes de fechar negócio, é necessário saber quanto o imóvel realmente vale.
Isso pode ser feito com base em anúncios similares na mesma região, laudos de avaliação profissional ou até com ajuda de uma imobiliária.
Ter esse número em mãos evita prejuízos e garante mais poder de negociação.
Nesse momento, muitos proprietários também se perguntam como calcular a valorização de um imóvel.
Esse cálculo envolve analisar quanto o imóvel foi comprado, qual o valor atual de venda e o tempo que se passou entre essas duas transações.
Considerar melhorias feitas, valorização da região e infraestrutura também entra na conta.
Faça um contrato seguro e bem elaborado
Depois que as condições de pagamento forem acertadas, o próximo passo é formalizar tudo em contrato.
Nele, devem constar o valor total da venda, as responsabilidades de cada parte, o estado atual do imóvel, prazo para desocupação e as cláusulas referentes ao financiamento, se ainda estiver em vigor.
Se o comprador for assumir a dívida, é indispensável que a transferência seja aprovada oficialmente pelo banco.
Caso contrário, o antigo proprietário continua sendo o responsável legal, mesmo sem morar mais no local.
O que considerar para fechar um bom negócio
Além das etapas burocráticas, também vale pensar na parte prática.
Ter todos os documentos em dia, oferecer um imóvel bem cuidado e negociar com transparência aumenta as chances de vender com agilidade e segurança.
Também é interessante contar com o apoio de um corretor especializado em financiamentos, pois ele pode intermediar as conversas com o banco e evitar contratempos.
